Vinha lançada para o meu local de trabalho quando encontrei S, um marroquino com quem trabalho e que me contou a sua última aventura:
Estava ele a realizar trabalho de campo numa aldeola perdida desta nossa Grecia, quando recebeu uma mensagem dizendo que a mulher havia dado á luz um par de gemêos. Feliz mas sem meios de transporte, fez-se á aventura para tentar chegar á capital. A dada altura foi preciso atravessar um rio, mas como o barco de carreira estava avariado, a pressa era muita, alugou uma vedeta e fez-se ao destino. Iam com ele um grupo misto de religiosos que resolvera rachar o tansporte pois estavam apressados para chegar ao aeroporto.
A meio do trajecto a vedeta ficou sem motor e comunicação. Como chovia e fazia-se já sentir uma tempestade forte, o marroquino desatou aos gritos e em desespero já dizia que nem se quer iria poder ver os seus recem nascidos. Um cristão começou a rezar ao lado de um muçulmano e de um judeu. Um pagão deitou ao rio uns positos enquanto em prece tentava acalmar a furia das águas...o marroquino indiferente a tudo, ia gritando cada vez mais alto, mesmo depois do marinheiro ter-lhe explicado que nada de mau se iria passar.
É nessa altura que uma velha se levanta e lhe diz: "ninguem morrerá, quem está sujo que se desenrasque".
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
elegancia labregaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Não tenho forças para descrever coisas inutilmente desagradaveis.
Mierda!
Mierda!
Carnaval
Adoro quando os meus intestinos me pregam partidas como as de hoje de manhã: sonoras, mal-cheirosas e excepcionalmente salpicantes!
Nham, nham!
Nham, nham!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
a amiga
Foi de rompante que naquela noite, antes do jantar, ela aparece para me ver. Tínhamos combinado sair nessa noite para dançar. Mas antes ela do nada contou-me. Contou-me que tinha andado ausente nos últimos dias porque precisou de ir fazer um exorcismo. Tungas…assim sem mais nem menos. Falava-me disto como se me estivesse a falar da última ida à mercearia para comprar o almoço. Explicou-me que inicialmente julgará que se tratava de sonhos, mas depressa percebeu que estava habitada. Se da primeira vez em que ele a possuiu foi de forma brutalmente prazeirosa a ponto dela aguardar ansiosa as visitas seguintes, mais tarde as danças nupciais passaram a deixa-la amedrontada e com a sensação de estar a ser usada. Tudo isto era me dito a uma velocidade assustadora, não tive tempo para pensar no que estava a ouvir de maneira a classificar a natureza da conversa. Depois de me descrever o 1º exorcismo realizado por um padre francófono, consegui ganhar um espaço mental para pensar e defini-la, à minha amiga, de histérica. Posso imaginar quão arregalados estavam os meus olhos tamanho era o espanto durante o extraordinário relato… não mugi nem tossi, apenas conseguia respirar devagarinho para não atrapalhar a narrativa…eu estava fascinada…é um facto que a bizarria atrai-me e que naturezas desconcertantes mas inofensivas como esta me deslumbram … na verdade fazem-me apenas perceber quão variadas são as formas de vida, tão perto de nós.
Se a primeira sensação que tive pós este encontro foi de um mal estar, uma tristeza, seguiu-se o primeiro rasgo de curiosidade sobre o assunto. Não sobre o demónio de olhos vermelhos e penas brancas e pretas com quem ela fazia sexo tórrido, mas sobre a importância da presença ou ausência de sexo na nossa vida…do tipo de sexo, desde o promíscuo até ao tântrico. E claro, na natureza evolutiva ou regressiva do sexo que pratiquei até aos dias de hoje. A curiosidade sobre o pouco que li, vivi e reflecti fez me pensar que tenho que experimentar de tudo em especial o sexo tântrico.
Se a primeira sensação que tive pós este encontro foi de um mal estar, uma tristeza, seguiu-se o primeiro rasgo de curiosidade sobre o assunto. Não sobre o demónio de olhos vermelhos e penas brancas e pretas com quem ela fazia sexo tórrido, mas sobre a importância da presença ou ausência de sexo na nossa vida…do tipo de sexo, desde o promíscuo até ao tântrico. E claro, na natureza evolutiva ou regressiva do sexo que pratiquei até aos dias de hoje. A curiosidade sobre o pouco que li, vivi e reflecti fez me pensar que tenho que experimentar de tudo em especial o sexo tântrico.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
a razão de tantas coisas
É incrivel como determinadas coisas podem nos condicionar o estado de espirito: cores, sabores, frases, lembranças, emoções...e ontem algo surpreendente teve um impacto chato em mim. De descontraida e bem disposta comecei a ficar pensativa e nostalgica. Como tem sido habito recente, lá me esforcei para sacudir o peso da cruz...mas outra surpresa me esperava...e é assim que estados de espirito dos outros, estorias incriveis dos outros, atitudes grosseiras dos outros causam rombos emocionais em nós, fazem-nos pensar, deixam-nos exaustos e quase sem forças...esta madrugada quando me deitei já estava na condição de um resto de mim...4 horas depois levantei-me para enfrentar o ultimo dia de trabalho da semana...e o peso do mau persegue-me...posso vê-lo mesmo ao meu lado a olhar para mim enquanto teclo...qual é a dele? Porque está aqui?
...é bom conviver, trocar ideias, mas por vezes não é apenas isso que é trocado durante uma conversa...ha conversas que são perigosas porque transportam nelas um passageiro clandestino...um dia falaremos melhor sobre isto e porque razão comer um queque poderia ser a solução.
...é bom conviver, trocar ideias, mas por vezes não é apenas isso que é trocado durante uma conversa...ha conversas que são perigosas porque transportam nelas um passageiro clandestino...um dia falaremos melhor sobre isto e porque razão comer um queque poderia ser a solução.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
meu dia de S.Valentin
O meu apetite por homens é nenhum ou quase nenhum...a minha obcessão e curiosidade por eles é do tamanho do universo!
Depois de ter recebido um beijo cola (algeum sabe o que é?) de um quase desconhecido, via net, saí ontem do meu gabinete para ir almoçar com J, um filandês com quem apenas desenvolvi uma relaçao profissional e com quem não consigo ir além disso. Explico-me: gostaria de querer ter uma relaçao social, amigavel ou até flirtosa, mas decididamente J não me motiva para mais do que o me é possivel aguentar: uma relação profissional. Serve-me para não almoçar sozinha. Não fico contente por saber que não consigo extrair da companhia dele mais do que isto. Não consigo não! Não quero...o que é bem pior!
No restaurante encontrei uma velha conhecida que convidei de imediato para a nossa mesa...percebem? E passei o grosso do tempo na conversa com ela...decididamente preferia mil vezes conversar com ela do que com ele. Porquê? Talvez o segredo esteja nos odores, na quimica, na linguagem gestual ou em algo igualmente subtil...
A diante...Na verdade, recuando um pouco...antes de me encontrar com J, esbarrei em I, um marroquino. I, tem uma cor de pele atraente, um corpo a condizer e uma idade apetecivel. Já havia reparado em I e que este tambem havia reparado em mim...nunca trocamos uma palavra, mas ontem a pretexto de coisa nenhuma pediu-me um favor que se prendia com a minha area de trabalho e acabamos por marcar um encontro numa esplanada para fingirmos que tratamos do assunto. E flirtamos...flirtamos...e eu...descarada mas nem tanto, acabei por pedir boleia até casa...é que acima de tudo ele serviu para eu ter uma viagem para casa de qualidade...sem ter de ficar horas na beira da estrada poeirenta á espera que um taxi cheio parasse e me levasse a 400 m de casa onde chegaria já á noite, tamanho é o engarrafamento ultimamente.
...há homens parvos que servem apenas para nos distrairem quando precisamos e com quem apenas devemos e podemos flirtar...este é o caso de I, sobre quem a sua fofa prevê postar brevemente algo...
...Algures e num entretanto perdido no rosario que aqui desfiei, vi um moreno de olhos verdes com um olhar matador...quem será? Gostei do olhar carregado de sensualidade e mistério...esse sim, talvez quem sabe...
Depois de ter recebido um beijo cola (algeum sabe o que é?) de um quase desconhecido, via net, saí ontem do meu gabinete para ir almoçar com J, um filandês com quem apenas desenvolvi uma relaçao profissional e com quem não consigo ir além disso. Explico-me: gostaria de querer ter uma relaçao social, amigavel ou até flirtosa, mas decididamente J não me motiva para mais do que o me é possivel aguentar: uma relação profissional. Serve-me para não almoçar sozinha. Não fico contente por saber que não consigo extrair da companhia dele mais do que isto. Não consigo não! Não quero...o que é bem pior!
No restaurante encontrei uma velha conhecida que convidei de imediato para a nossa mesa...percebem? E passei o grosso do tempo na conversa com ela...decididamente preferia mil vezes conversar com ela do que com ele. Porquê? Talvez o segredo esteja nos odores, na quimica, na linguagem gestual ou em algo igualmente subtil...
A diante...Na verdade, recuando um pouco...antes de me encontrar com J, esbarrei em I, um marroquino. I, tem uma cor de pele atraente, um corpo a condizer e uma idade apetecivel. Já havia reparado em I e que este tambem havia reparado em mim...nunca trocamos uma palavra, mas ontem a pretexto de coisa nenhuma pediu-me um favor que se prendia com a minha area de trabalho e acabamos por marcar um encontro numa esplanada para fingirmos que tratamos do assunto. E flirtamos...flirtamos...e eu...descarada mas nem tanto, acabei por pedir boleia até casa...é que acima de tudo ele serviu para eu ter uma viagem para casa de qualidade...sem ter de ficar horas na beira da estrada poeirenta á espera que um taxi cheio parasse e me levasse a 400 m de casa onde chegaria já á noite, tamanho é o engarrafamento ultimamente.
...há homens parvos que servem apenas para nos distrairem quando precisamos e com quem apenas devemos e podemos flirtar...este é o caso de I, sobre quem a sua fofa prevê postar brevemente algo...
...Algures e num entretanto perdido no rosario que aqui desfiei, vi um moreno de olhos verdes com um olhar matador...quem será? Gostei do olhar carregado de sensualidade e mistério...esse sim, talvez quem sabe...
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Queques
Um deles ajeitava a roupa nos cabides e escolhia as jóias a condizer, outros preparavam coktails de cores vivas, outros ainda faziam a limpeza. Sara (Jessica Parker) corria de um lado para o outro, feita barata tonta, sem conseguir tomar as rédeas à situação e, finalmente, resolver o problema. Eu, que esperava na fila e já tinha sido abandonada pela empregada – uma preta retinta, alta, magra e muito grávida – para experimentar uma nova gelatina (quiçá sucumbindo a inadiável desejo hormonal), dei um grito:
_ Então mas tanta gente a trabalhar e ninguém para atender?
De repente, ele apresentou-se para atender o meu pedido, um pouco atrapalhado pelo caricato da situação mas de sorriso franco, aberto e…lindo. E eu comentei para a senhora de trás, resignada:
_Fazem tanta merda e nos desculpamos tudo por causa de um belo sorriso.
Ele era, nem mais nem menos, que Rob Lowe, um bonzão que me acompanha desde a adolescência e povoa com frequência o meu imaginário amoroso. O sítio: uma mega-loja da Merry Cup Cakes. Acrescento apenas que, para além dos famosos queques com deliciosa cobertura, vendiam também bolos de massa folhada recheados com doce de ovos e nozes, mini cup cakes em formato de cone, a imitar gelados, bolachas de chocolate com amêndoa incorporada (variedade chocolate de leite e variedade chocolate negro, mais finas ou mais bojudas, conforme o gosto).
Sonhei com tudo mas não comi nada. Acordei quando ele sorriu para mim.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
pressão gastroatmosférica
Foi com alguma desilusão que me apercebi que o meu alvo não havia corado por se sentir intimidado por mim. Na verdade, a causa agora apurada através de um exaustivo inquérito, não podia ser mais dolorosa:
- G corara após mandar uma bufa dentro do meu gabinete. Nem mais. Mais corado ficou quando me quis aproximar para ajuda-lo, pois apercebera-me que algo o deixara em estado de pura aflição e passou-me pela cabeça que esse algo podia culminar num fanico...ora a minha aproximaçao do bufador, deixou-o assim mais corado ainda...um verdadeiro tomate da basconia.
A minha vida esta cheia de romance!
- G corara após mandar uma bufa dentro do meu gabinete. Nem mais. Mais corado ficou quando me quis aproximar para ajuda-lo, pois apercebera-me que algo o deixara em estado de pura aflição e passou-me pela cabeça que esse algo podia culminar num fanico...ora a minha aproximaçao do bufador, deixou-o assim mais corado ainda...um verdadeiro tomate da basconia.
A minha vida esta cheia de romance!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
exaltação
Ha coisas que acontecem quando não podem, não deviam, não lembrariam o diabo...pois sim, mas aconteceu-me mais uma delas. Enquanto tentava impressiona-lo com uma conversa lirica da tanga, um bago de arroz alojou-se me entre dois dentes da frente, provocando um inchaço por cima do lábio...quando dei por mim, estava a fazer caretas para retira-lo...e ja desesperada vi-me chiar com a lingua, mas o gajo estava lá colado, parecia amarrado algemado. Isto decorria enquato eu tentava manter a conversa a um nivel desejado...vi claramente visto, os olhos deles evidenciarem um impressionismo profundo. Caraca, como foi que aquilo aconteceu?
Hoje refeita do acontecido na terça-feira e pensando que era certo não voltar a vê-lo (porque será que aparece sempre que stou certa que não parecerá e visse-verssa?)...aparece-me. Grande, másculo, nada giro, mas interessante...e cora. Os meus olhos arregalaram-se...acho que nunca vi um homem corar. Coraria de facto?
Acho que o bago de arroz esteve para ele como o coranço dele esteve para mim...terá realmente corado? Ja tentei averiguar se um homem de 35 anos cora (sim ele disse-me que tinha 35 anos...merda!) mas não encontrei ninguem que me esclarecesse, esta tudo ocupado a trabalhar...então nesse momento julguei viver a minha gloria.
Sol de pouca duração: assim como entrou e corou, foi-se sem deixar um link. Que irritação...pior é que se estava tão descontraido porque corava?
Hoje refeita do acontecido na terça-feira e pensando que era certo não voltar a vê-lo (porque será que aparece sempre que stou certa que não parecerá e visse-verssa?)...aparece-me. Grande, másculo, nada giro, mas interessante...e cora. Os meus olhos arregalaram-se...acho que nunca vi um homem corar. Coraria de facto?
Acho que o bago de arroz esteve para ele como o coranço dele esteve para mim...terá realmente corado? Ja tentei averiguar se um homem de 35 anos cora (sim ele disse-me que tinha 35 anos...merda!) mas não encontrei ninguem que me esclarecesse, esta tudo ocupado a trabalhar...então nesse momento julguei viver a minha gloria.
Sol de pouca duração: assim como entrou e corou, foi-se sem deixar um link. Que irritação...pior é que se estava tão descontraido porque corava?
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
a sorte macabra de Tinaria - 1º acto
Tinaria acordou estremunhada. Eram já 7 horas e um emocionante dia de trabalho aguardava-a. Laborou de forma exaustiva até ás 13h00 que foi altura em que lhe deu a fome siciliana:
T - olha apetecia-me tanto uma salada de tomate com azeite e queijo fresco
tenho de comer uma quando ai for
T - olha la, tu nao andas de olho em ninguem?
I - ainda não
T- não mas vou ficar este ano
I- porque perguntaS?
I- ai sim, e do basco, do italiano ou do dina? sério...porquoi?
T - o italiano vai embora hoje. então aproveita!!!!!!volta em Março
I - bem, em março, com jeitinho, ainda vais a tempo de que nasça mas nao precisa de nascer este ano a vidente diz q ficarei gravida no mes de Maio. maio...quem está por aí? todos?
I - ehehe, que pessimista
tchan tchan tchan tchan
Subscrever:
Mensagens (Atom)
