segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

a amiga

Foi de rompante que naquela noite, antes do jantar, ela aparece para me ver. Tínhamos combinado sair nessa noite para dançar. Mas antes ela do nada contou-me. Contou-me que tinha andado ausente nos últimos dias porque precisou de ir fazer um exorcismo. Tungas…assim sem mais nem menos. Falava-me disto como se me estivesse a falar da última ida à mercearia para comprar o almoço. Explicou-me que inicialmente julgará que se tratava de sonhos, mas depressa percebeu que estava habitada. Se da primeira vez em que ele a possuiu foi de forma brutalmente prazeirosa a ponto dela aguardar ansiosa as visitas seguintes, mais tarde as danças nupciais passaram a deixa-la amedrontada e com a sensação de estar a ser usada. Tudo isto era me dito a uma velocidade assustadora, não tive tempo para pensar no que estava a ouvir de maneira a classificar a natureza da conversa. Depois de me descrever o 1º exorcismo realizado por um padre francófono, consegui ganhar um espaço mental para pensar e defini-la, à minha amiga, de histérica. Posso imaginar quão arregalados estavam os meus olhos tamanho era o espanto durante o extraordinário relato… não mugi nem tossi, apenas conseguia respirar devagarinho para não atrapalhar a narrativa…eu estava fascinada…é um facto que a bizarria atrai-me e que naturezas desconcertantes mas inofensivas como esta me deslumbram … na verdade fazem-me apenas perceber quão variadas são as formas de vida, tão perto de nós.
Se a primeira sensação que tive pós este encontro foi de um mal estar, uma tristeza, seguiu-se o primeiro rasgo de curiosidade sobre o assunto. Não sobre o demónio de olhos vermelhos e penas brancas e pretas com quem ela fazia sexo tórrido, mas sobre a importância da presença ou ausência de sexo na nossa vida…do tipo de sexo, desde o promíscuo até ao tântrico. E claro, na natureza evolutiva ou regressiva do sexo que pratiquei até aos dias de hoje. A curiosidade sobre o pouco que li, vivi e reflecti fez me pensar que tenho que experimentar de tudo em especial o sexo tântrico.

2 comentários:

  1. ahaha! Minha nossa senhora... como é possível mantermos uma réstia de sanidade mental quando estamos rodeados de diabos virtuais que, ainda por cima, fazem o contrário daquilo que sempre fomos habituados a acreditar? Eu tb queria um diabo desses...mas de carne e osso! lol (a não ser que lhe tenha sido pedido algoa em troca e ela tenha omitido essa parte da história....hummmm!)

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  2. Olhe Tinaria, que eu saiba não foi preciso pedir, o chato é que ela deixou de curtir e o gajo não a largava mais (mmmm, agora reparo na familiaridade da estoria...será que? ah,ah,ah)

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